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MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA E METRÔ APRESENTAM EXPOSIÇÃO ALUSIVA À IMIGRAÇÃO JAPONESA

Cabines interativas, painéis rotatórios e uma linha do tempo de quase 25 metros serão utilizados para envolver a população e ajudá-la a reconhecer a presença da cultura japonesa em nossas vidas

O Japão Daqui é uma exposição interativa que presta homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil. Gratuita, ela acontece em quatro espaços: a partir de 12 de maio nas estações de metrô Sé, Clínicas e Liberdade, e a partir de 20 de maio, no Museu da Língua Portuguesa.

O objetivo é levar os visitantes a interagir com as inúmeras instalações para descobrir por si só como ocorreu e o que resultou do encontro de duas culturas tão distintas como a brasileira e a japonesa.

O material que compõe a mostra é muito simples, mas a surpresa gerada pela experiência é enorme: são palavras, frutas, flores, vestuário, brinquedos, ícones pop e outros ingredientes presentes em nossa rotina e que, na maior parte das vezes, têm sua origem nipônica desconhecida. Como o envolvimento da população é fundamental para essa descoberta, os curadores e produtores Marcello Dantas e Helio Hara encontraram uma forma muito criativa de incentivá-la. Eles aproveitaram as características dos diversos espaços da mostra e criaram atividades específicas para cada público. No museu, O Japão Daqui acontece por meio de grandes cilindros temáticos que funcionam como cabines para experiências interativas. Nas Clínicas, o longo corredor da estação inspirou a criação de uma impactante linha do tempo. Na Sé, as semelhanças e diferenças entre Brasil e Japão serão demonstradas em diversos painéis. A estação Liberdade será utilizada como ponto de divulgação da mostra.

Os cilindros do Museu da Língua Portuguesa

O Cilindro Comida é uma grande mesa giratória de sabores, onde se pode conhecer os ingredientes culinários trazidos pelos japoneses e já incorporados ao paladar brasileiro (acelga, maçã fuji, morango, mexerica poncã, pimenta do reino e até mesmo a uva-Itália). O visitante também saberá quais são os alimentos consumidos cotidianamente pelos descendentes de japoneses, como o nato (feijão fermentado) e o tsukemono (legumes em conserva).

O Cilindro de Produtos Agrícolas utiliza tubos de ensaio para mostrar algumas espécies cultivadas pelos japoneses e que hoje fazem parte de nosso cardápio (cogumelos, pepino japonês, uva-verde e caqui).

Por meio de um vídeo especialmente produzido para a mostra, o Cilindro Gestual demonstra quais são os movimentos mais comuns do cotidiano dos japoneses, como o jeito correto de se sentar, usar o hashi, comer sushi e sashimi e até de saborear macarrão fazendo barulho como no Japão. Jogos como o jankempo e os diferentes ângulos em que o corpo deve ser curvado para cumprimentar uma pessoa, de acordo com a hierarquia que ocupa, também integram essa parte da mostra.

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Um dos mais divertidos é o Cilindro Karaokê, no qual o público pode cantar músicas brasileiras consagradas traduzidas para a língua japonesa, acompanhando as letras que aparecem em uma tela.

No Cilindro Pop, um móbile de objetos exibe as manias japonesas que também se tornaram fenômenos no Brasil: Pikachu, Speed Racer, Hello Kitty, Godzilla, Ultraman, National Kid, tamagoshi, mangá, animê, os gatos da sorte e muito mais. Simultaneamente, uma tela de plasma exibe programas como o Japan Pop Show, exibido nos anos 80 no Brasil.

O Cilindro Youtube dá a oportunidade dos visitantes gravarem, em vídeo, depoimentos sobre o impacto da imigração japonesa em suas vidas. O resultado é armazenado diretamente na página www.youtube.com.br.

A Árvore dos Desejos também será montada no Museu da Língua Portuguesa, para celebrar a tradição japonesa de se pendurar papeizinhos com pedidos em uma árvore de bambus, em comemoração ao Tanabata (Festival das Estrelas). Diz a lenda que uma princesa e um pastor foram transformados em estrelas localizadas em lados opostos da Via Láctea. Apenas uma vez por ano, no dia 7 de julho, ambos têm o direito de se encontrar — mas apenas se conseguirem atender a todos os pedidos vindos da Terra. Segundo a mitologia japonesa, o casal é representado por estrelas que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: a Vega e a Altair.

Estações do metrô

Embora sejam fisicamente independentes das atividades elaboradas no museu, as mostras que acontecerão nas estações do metrô complementam a experiência, tornando-a completa. O viés histórico será explorado nas Clínicas, onde uma linha do tempo repleta de fotografias gigantes será adesivada ao longo de quase 25 metros do corredor que liga o Hospital das Clínicas à avenida Dr. Arnaldo. Lá os transeuntes conhecerão eventos, fatos e personagens de 1908, data oficial da chegada do primeiro navio de imigrantes japoneses, aos dias de hoje. Na estação Sé, serão instalados diversos painéis rotatórios de duas faces, com textos e fotografias sobre as semelhanças e diferenças entre os dois países.

O Japão Daqui, uma realização da Editora Abril, tem patrocínio do Bradesco e da Sony, e parceria do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, Instituto Brasil Leitor, Museu da Língua Portuguesa, Secretaria dos Transportes Metropolitanos, Metrô de São Paulo e da Associação para a Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Os curadores

Marcello Dantas — Designer, formado em Cinema e Televisão pela New York University e pós-graduado em Telecomunicações Interativas pela mesma universidade. Realizou diversas exposições no Brasil, Europa e Estados Unidos, entre elas, Arte na África, no CCBB em São Paulo. Foi também diretor artístico do Museu da Língua Portuguesa.

Helio Hara — Jornalista, desenvolve conteúdo e estratégia de marketing voltados à cultura, arte e responsabilidade sócio-ambiental para exposições e instituições, como a Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea, Antes, Histórias da Pré-História, Museu das Telecomunicações (Oi Futuro) e WWF-Brasil. É sócio-editor do fotográfo Bob Wolfenson na revista independente s/nº, centrada na cultura brasileira, e incluída no livro The Last Magazine.

Exposição O Japão Daqui

Onde: Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/ nº, na Estação da Luz) e estações Clínicas, Liberdade e Sé do Metrô.

Quando: de 20 de maio a 29 de junho (museu) e de 12 de maio a 29 de junho (metrô)

Horários: de terça a domingo, das 10h às 17h, (museu); e de segunda a domingo, das 5h30 à 0h (Estações do metrô)

Entrada franca


Serviço do Museu da Língua Portuguesa

Endereço:
Praça da Luz, s/nº, Centro
São Paulo – SP
CEP: 01120-010

Contatos: Telefone: (11) 3326-0775
E-mail: museu@museudalinguaportuguesa.org.br
Site: www.museudalinguaportuguesa.org.br

Horários
Bilheteria: de terça a domingo, das 10 às 17hs
Museu: de terça a domingo, das 10 às 18hs (não abre às segundas-feiras)
Obs: às últimas terças de cada mês, o horário é estendido até 22hs – bilheterias fecham às 21hs.

IngressoR$ 4,00 (quatro reais) – pagamento somente em dinheiro Estudantes com carteirinha pagam meia-entrada
Isentos do pagamento de ingresso:

  1. Professores da rede pública com holerite e carteira de identidade;
  2. Crianças até 10 anos;
  3. Adultos a partir de 60 anos.

Não há venda antecipada de ingresso

Aos sábados a visitação ao Museu é gratuita.

Mais informações para a imprensa:

Comunicare Consultoria de Comunicação – (11) 5594 4174
Adriana Cavalcanti – adriana@e-comunicare.com.br
Fabio Alberici de Mello – fabio@e-comunicare.com.br
Vivian Teixeira – vivian@e-comunicare.com.br


Praça da Luz, s/n, Centro - São Paulo – SP
Informações: Tel.: (11) 3326-0775
E-mail: museu@museudalinguaportuguesa.org.br