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Machado de Assis: "mas este capítulo não é sério"
A atual Exposição Temporária do Museu da Língua Portuguesa tem como tema Machado de Assis e está aberta ao público desde o dia 15 de julho de 2008.
É uma homenagem ao extraordinário escritor Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), que completa cem anos de sua morte.
A mostra tem coordenação de Ana Helena Curti, arquitetura de Pedro Mendes da Rocha, curadoria de Cacá Machado e Vadim Nikitin e consultoria de José Miguel Wisnik. Com apoio da Academia Brasileira de Letras e da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Confira as exposições anteriores:
Gilberto Freyre – Intérprete do Brasil
O Museu da Língua Portuguesa apresentou a exposição de um grande nome da Literatura Brasileira. Cientista político, escritor, pintor, desenhista, pesquisador, poeta - as faces de Gilberto Freyre foram levadas ao público dentro de seu ambiente de pesquisa para vários de seus livros, como Casa Grande & Senzala, Ordem e Progresso, Açúcar e outros; documentos pessoais e correspondências de vários missivistas como Cândido Portinari, Heitor Villa-Lobos, Carlos Drummond de Andrade, Florestan Fernandes e Cícero Dias; e um lado pouco conhecido de Gilberto Freyre, o pintor, 27 óleos em tela e aquarelas, com temáticas variadas.
A mostra ocorreu entre os dias 27 de novembro e 17 de junho, ocupando o espaço dedicado às exposições temporárias no primeiro andar do Museu.
A exposição teve curadoria de Júlia Peregrino, cenografia de André Cortez e pesquisa de Pedro Karp Vasquez e da professora e cientista-social Élide Rugai Bastos.
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Grande Sertão Veredas
Com curadoria de Bia Lessa, foi um grande sucesso de público e crítica e seguiu para exibição no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.
“Grande Sertão: Veredas” foi uma mostra feita de palavras, que levou o visitante a entrar em contato com as veredas de Rosa. São sete caminhos criados por Bia Lessa. Cada um deles corresponde a um personagem, como Riobaldo, Diadorim e outros pontos-chave da obra.
O ambiente recria o sertão: o chão de cimento e as janelas abertas para a luz natural. Todos os módulos da exposição foram montados com um grande canteiro de obras. Tijolos, latões de óleo, tábuas e restos de telha serviram de suporte para trechos do livro.
A sala é tomada por varais com ‘bandeiras’ retangulares feitas de tecido. Elas reproduzem as páginas da terceira edição datilografada do romance ainda batizado de “Veredas Mortas”, toda revisada a mão por Guimarães Rosa.
Clarice Lispector
O Museu prestou homenagem a Clarice Lispector, nos 30 anos após sua morte, realizando uma exposição dedicada a esta grande escritora brasileira, que tão bem soube retratar e desvendar mistérios da alma humana.
Com curadoria de Júlia Peregrino, seleção de textos de Ferreira Gullar e cenografia de Daniela Thomas, a exposição revelou um pouco da alma e da obra desta grande autora, que continua a ocupar, mesmo após três décadas de ausência, um lugar único na literatura brasileira. “Não é exagero afirmar que, ainda hoje, a leitura de seu livro de estréia – Perto do Coração Selvagem – (lançado em 1943) continua a revelar uma autora capaz de iluminar, intrigar e surpreender o leitor pela linguagem única e pela investigação sobre a condição humana”, opina Antônio Carlos Sartini.
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