A exposição Gilberto Freyre – Intérprete do Brasil, possui curadoria de Júlia Peregrino (responsável pela mostra anterior de Clarice Lispector - A Hora da Estrela), do pesquisador Pedro Karp Vasquez e da professora e cientista-social Élide Rugai Bastos e cenografia de André Cortez.
Prestaram consultoria os professores Gilberto Velho, diretor do Departamento de Antropologia do Museu Nacional / UFRJ; Ricardo Benzaquem, do Departamento de História PUC-RJ; e Ottaviano de Fiore, coordenador-acadêmico do Museu da Língua Portuguesa.
“A exposição apresenta materiais totalmente inéditos para o grande público. Trata-se de objeto de pesquisa utilizado por Gilberto Freyre para vários de seus livros, como Casa Grande & Senzala, Ordem e Progresso, Açúcar e outros. Além de documentos pessoais e correspondências de vários missivistas como Cândido Portinari, Heitor Villa-Lobos, Carlos Drummond de Andrade, Florestan Fernandes e Cícero Dias”, conta Júlia.
Um lado pouco conhecido de Gilberto Freyre é trazido ao público pela primeira vez, o pintor. A mostra exibirá 27 quadros de Freyre, óleos em tela e aquarelas, com temáticas variadas, como auto-retratos, religiosidade, cenas familiares e de crianças, sua casa, engenhos. Além dos quadros, a exposição apresenta o primeiro desenho de Freyre, um frade feito a lápis quando o escritor tinha somente seis anos.
Os originais de "inquéritos" que Gilberto Freyre utilizou para elaborar o livro Ordem e Progresso também estão no Museu da Língua Portuguesa. Tratava-se de uma série de perguntas que o escritor enviava para diferentes pessoas; as respostas serviram para constatar as diferenças culturais e comportamentais dos brasileiros. Para ter acesso ao conteúdo, o público poderá ouvi-los em fones de ouvido.
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