Narrativas Poéticas

Periodo: de 25/03/2014 a 10/08/2014

 Com destaque para as pinturas, gravuras e desenhos de expoentes do Modernismo Brasileiro, a mostra “Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil” reúne 58 obras de 38 diferentes artistas acompanhadas de 46 fragmentos de poemas de 23 consagrados autores brasileiros.
 
 
 
  Com o intuito de levar a arte brasileira a um público amplo e oferecer múltiplas possibilidades de leitura para as obras da sua própria coleção, o Santander e o Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, realizam a exposição “Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil”.Trata-se de uma mostra com percurso livre, que utiliza como referência a relação entre artes plásticas e poesia, com a narrativa baseada em fragmentos de poemas,promovendo um lúdico e interessante diálogo entre artistas de linguagens diferentes.
 
 A curadoria geral da exposição é assinada por Helena Severo.
 
A Coleção Santander Brasil, formada pelas obras de arte dos bancos que foram sendo integrados ao grupo, reúne um significativo capital da cultura brasileira.A partir da análise deste conjunto, identificou-se um expressivo núcleo de arte moderna brasileira, além de diferentes manifestações culturais, incluindo arte popular e de cartografia dos séculos XVII ao XIX.
        “A arte é um bem cultural de toda a sociedade. Para o Santander, apresentar as obras por meio dessa exposição é uma forma de dar a elas a sua dimensão pública. Queremos proporcionar experiências artísticas que contribuam para o repertório cultural e o desenvolvimento humano”, diz Jesús Zabalza, presidente do Santander Brasil.
 
Antonio Carlos de Moraes Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa, destaca:

 “Para todos nós do Museu, receber a mostra ‘Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil’ é motivo de grande alegria, pois a possibilidade de sermos instrumento de divulgação de uma coleção privada, de tanta qualidade e tão bem preservada, reforça nosso compromisso público com o patrimônio cultural. Além disso, o diálogo promovido pela mostra entre os gênios das artes plásticas e os gênios da literatura brasileira certamente ecoará com muita força no Museu da Língua Portuguesa.”
 
            Após anos de rigoroso trabalho de catalogação, conservação e restauro, pesquisa e avaliação de mercado esta é a primeira exposição itinerante com obras da Coleção Santander Brasil. Entre as 58obras que fazem parte da exposição, destacam-se as de expoentes do Modernismo brasileiro, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Tomie Ohtake, e também alguns trabalhos recentes, de artistas como Tuca Reinés, Fernanda Rappa e Renata de Bonis. 
 
            O poeta, filósofo e ensaísta Antonio Cicero, em parceria com Eucanaã Ferraz, é responsável pela seleção de fragmentos de 46 poemas de 23 grandes poetas brasileiros,como João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes.  Entre outros, para comporem a narrativa da mostra, Arnaldo Antunes e Waly Salomão foram selecionados especialmente para a exposição em São Paulo. 
 
Outro diferencial da exposição na capital paulista é a inclusão de quatro obras reproduzidas em alto relevo para vivências táteis de pessoas com deficiência visual. São quatro totens que contêm relevos em resina das telas selecionadas, que poderão ser manipulados. As obras escolhidas foram Figura, de Milton da Costa; Paisagem, de Francisco Rebolo; Baile no Campo, de Cícero Dias; e Série Amazônica, de Ivan Serpa.
 
A mostra Narrativas Poéticas –Coleção Santander Brasil, que iniciou sua itinerância em 2013, já recebeu aproximadamente 100 milvisitantes. A exposição foi iniciadano Santander Cultural Porto Alegre, depois seguiu para o Museu Nacional da República, em Brasília, e encerrou o ano no Museu Inimá de Paula, emBelo Horizonte.
            
Curiosidades:
 
            O primeiro ciclo do movimento Modernista foi marcado pela busca de uma linguagem genuinamente brasileira, capaz de revelar nossa identidade, nosso verdadeiro caráter nacional. Este instante fundacional do movimento assinala o surgimento de uma arte que se quer brasileira, modernamente brasileira. 
 
            Expoentes do Modernismo, como Mário e Oswald de Andrade que lutaram contra a concepção de nação atrelada a relações de poder oligárquicas, acreditavam que só sairíamos da pré-modernidade se assumíssemos nosso verdadeiro caráter nacional. Partiram em busca de nossas raízes forjando, em suas obras, uma estética de caráter nativista e regionalista.
 
            É o momento de afirmação de nossa produção artística. Do nacionalismo exacerbado, da busca pela construção de uma arte capaz de se impor no cenário internacional por sua dimensão de brasilidade, o projeto modernista caminhou para um patamar mais universal chegando ao séculoXXI aberto à diversidade e ao multiculturalismo.
 
            O purismo inicial deu lugar ao entendimento de que a cultura é resultado de uma construção histórica que se faz na dinâmica dos contatos entre povos e visões de mundo diferenciadas. Ninguém possui uma só identidade e a pujança de uma cultura reside, sobretudo, na diversidade buscada e assumida.
 
 
Mostra Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil

25 de março até 10 de agosto de 2014 
 
Curadora Geral Helena Severo
Curadores Antonio Cícero, Eucanaã Ferraz e Franklin Pedroso
Projeto Expográfico Marcello Dantas e Suzane Queiroz
Produtor Executivo Jocelino Pessoa
Diretora de Produção Maria Eugênia Porto da Silveira
 
Sobre a Coleção Santander Brasil:
 
 O Banco Santander Brasil possui em seu acervo obras de significativa relevância para a história da arte brasileira.A coleção de arte é constituída majoritariamente por pinturas (40%) e gravuras (39%) – e em menor número esculturas, desenhos e outros suportes – de artistas brasileiros produzidas entre 1940 e 1980. Entre os artistas presentes, destacam-se importantes nomes do Modernismo no Brasil, como Brecheret, Di Cavalcanti e Portinari.
 
 A Coleção Santander Brasil possui ainda nomes do Construtivismo, como Milton Dacosta; da Abstração Informal, como ManabuMabe e Tomie Ohtake; além de artistas singulares, como Iberê Camargo e José Pancetti. Possui um considerável conjunto de obras de artistas imigrantes vinculados à história da arte brasileira e estrangeiros com passagem pelo Brasil, com destaque para a presença dos japoneses (Tikashi Fukushima, Wakabayashi, Kaminagai, Flávio-Shiró). Também estão presentes italianos como Volpi, Fúlvio Pennacchi, além de artistas de outras nacionalidades, como o suíço John Graz, a húngara Yolanda Mohalyi e a polonesa Fayga Ostrower, que tiveram participação importante no cenário nacional, refletindo o multiculturalismo da sociedade brasileira.
 
O núcleo de gravuras conta com obras de Lívio Abramo, Arthur Luiz Piza, Fayga Ostrower, Renina Katz e Maria Bonomi, entre outros. 
 
A coleção vem sendo ampliada com maior intensidade nos últimos dois anos, por meio de aquisições de arte contemporânea brasileira, com trabalhos de nomes celebrados e emergentes como Marcos Chaves, Ana Elisa Egreja, Cássio Vasconcellos, Luiz Braga, Paulo Almeida, entre outros.


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